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Kalil atinge 60% e lidera com folga disputa em BH, aponta Datafolha

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – Com 60% das intenções de voto, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) consolidou sua vantagem sobre os adversários e lidera com folga a disputa em Belo Horizonte, aponta a primeira pesquisa Datafolha na capital mineira após o início da propaganda eleitoral na TV e no rádio. Há duas semanas, ele tinha 56%.

Em seguida aparecem o deputado estadual João Vítor Xavier (Cidadania), com 7%, a deputada federal Áurea Carolina (PSOL), com 5%, e o deputado estadual Bruno Engler (PRTB), com 3%.

Kalil pode ser reeleito ainda no primeiro turno. Todos os outros candidatos, somados, alcançam 23%.

O Datafolha ouviu presencialmente 868 eleitores nos dias 20 e 21 de outubro. A margem de erro da pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Ex-ministro do governo Lula, Nilmário Miranda (PT) tem 2%.

Apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo), o empresário Rodrigo Paiva (Novo) aparece com 1%, mesmo percentual de Luísa Barreto (PSDB), Cabo Xavier (PMB), Marcelo Souza e Silva (Patriota), Marilia Domingues (PCO) e Professor Wendel Mesquisa (Solidariedade).

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Já no índice de rejeição, o petista Nilmário Miranda lidera, com 28% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Cabo Xavier tem 24% e João Vítor aparece com 21%. O prefeito Kalil tem 16%.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Kalil tem 49% das intenções de voto. João Vítor e Áurea aparecem com 3% cada um, enquanto Engler tem 2%, e Nilmário, 1%.

Em uma propaganda divulgada nesta semana, Kalil aparece de cabeça para baixo e em outros ângulos inusitados para dizer, com um semblante sério, que não está entendendo a campanha atual, que quem o ataca não se identifica e que as promessas feitas são de coisas que já existem na cidade.

Criticado por medidas adotadas para conter a pandemia do novo coronavírus, como o tempo em que o comércio não essencial permaneceu fechado, Kalil tem mantido agenda restrita de campanha, apenas em horário de almoço e à noite.

Na pesquisa realizada pelo Datafolha no início do mês, 6 em cada 10 eleitores de BH avaliaram a gestão Kalil como ótima ou boa, enquanto 27% disseram ser regular, e 12% ruim ou péssima.

Eleito em 2016 pelo nanico PHS com o slogan "Chega de político", Kalil, que migrou para o PSD, tem neste ano outras sete siglas ao seu lado: MDB, DC, PP, PV, Rede, Avante e PDT.

Há quatro anos, Kalil começou a campanha atrás de João Leite (PSDB), hoje deputado estadual. Terminou eleito no segundo turno com 52,9%dos votos.

A eleição deste ano em Belo Horizonte tem 15 candidaturas, com campos políticos mais fragmentados do que de costume.

PT e PSDB, dois partidos tradicionais na política mineira, disputam em chapas puro-sangue e aparecem distantes dos primeiros colocados.

A pesquisa está registrada no TRE-MG com o número MG-02866/2020.