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O grupo, de vários pontos do Estado, reivindica celeridade nos projetos relacionados à reforma agrária

Os trabalhadores rurais mobilizados pelo MST que estão em frente ao Palácio da Abolição vão permanecer ali por mais uns dias. O grupo, de 60 municípios do Estado, reivindica celeridade nos projetos relacionados à reforma agrária, informa Francisco Antônio Pereira, membro da direção estadual do MST.

O primeiro encontro de representantes dos sem-terra com o governo, que ocorreu no fim da manhã desta segunda, 16, frustrou as expectativas dos manifestantes.

Os secretários do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins (PT), da Educação, Izolda Cela (PT) e o Chefe da Casa Militar, Coronel Brasil, receberam cinco lideranças do movimento, mas nenhuma negociação foi feita, por conta da ausência do governador Cid Gomes. Cid está em São Paulo, em viagem de caráter particular, segundo sua assessoria.

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Nelson Martins disse aos manifestantes que tentaria marcar uma audiência com Cid ainda esta semana. Enquanto isso, os agricultores permanecerão ocupando as instalações do Palácio da Abolição.

Reivindicação

A manifestação, que integra o conjunto de ações nacionais do MST denominado Abril Vermelho, cobra providências contra efeitos da seca que começam a causar problemas em várias regiões. Os militantes também querem a antecipação do seguro-safra para socorrer os agricultores.

De acordo com Manuel Messias, um dos líderes do MST, o protesto faz parte de uma ação nacional da organização que quer lembrar o massacre de Eldorado de Carajás (PA), que completa 12 anos nesta terça-feira.

O MST chegou em caravanas por volta das 5 horas desta segunda-feira e quer audiência com o governo do Estado. O grupo, inclusive, veio pronto para acampar em frente ao Palácio da Abolição.

“Viemos prontos para acampar. Trouxemos até lonas para as barracas”, disse Antônio Pereira. O movimento tem apoio da CUT estadual.
Com informações de George Pedrosa e do Blog do Eliomar