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Os esforços governamentais que iriam para a construção do Hospital Metropolitano deverão ser direcionados para o Distrito de Inovação em Saúde do Porangabuçu

O projeto de construção do Hospital Metropolitano, em Maracanaú, previsto para a Copa do Mundo de 2014, ainda está em estudo pelo Governo do Ceará. O terreno existe, a licitação para concessão administrativa e construção foi finalizada e 19 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) aguardam a unidade, que teria perfil terciário de atendimento, de alta complexidade. O POVO apurou que o equipamento pode, entretanto, não sair mais do papel. Os esforços governamentais que seriam alocados para o empreendimento deverão seguir para outro projeto.

“Estamos avaliando algumas alternativas para a questão do Hospital Metropolitano. Não posso adiantar agora, mas estamos analisando e em breve vamos anunciar. Que vão possibilitar com mais agilidade, com mais rapidez garantir a ampliação do atendimento à população da região metropolitana”, afirmou o governador Camilo Santana (PT).

Uma das alternativas é o direcionamento de contrapartidas financeiras e incentivos fiscais ao Distrito de Inovação em Saúde, que será implantado na região do Porangabuçu. Alguns dos investimentos seriam feitos em leitos cirúrgicos, de internação e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Meac). As unidades estão, atualmente, com obras de ampliação paradas. Na Meac, a reforma seria para implementar 39 novos leitos de médio e alto risco neonatal. Enquanto que, para o HUWC, as intervenções teriam a missão de ampliar em 50 leitos de enfermaria cirúrgica e mais 40 de UTI. Para o Hospital Regional Metropolitano eram previstos 432 leitos, sendo 40 de UTI e 38 semi-intensivos. A perspectiva, ainda em 2014, era de que o equipamento atendesse quase cinco mil habitantes e conseguisse desafogar unidades como o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Instituto Doutor José Frota (IJF). O terreno onde a unidade seria erguida fica em Maracanaú, às margens do 4º Anel Viário. O objetivo era ser de fácil acesso através das rodovias que cortam o Estado.

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O presidente do Instituto de Ciência em Saúde (ICM), principal pilar do Distrito, Carlos Roberto Martins Sobrinho (Cabeto), afirma que uma equipe de planejamento ainda analisa viabilidades econômicas e sociais para os investimentos que deverão ser realizados no local. Um pacto para criação do polo de saúde foi assinado, na última terça-feira, 30, entre Governo do Estado, Prefeitura de Fortaleza, Universidade Federal do Ceará (UFC) e iniciativa privada.

“Está dentro do palco de necessidades. No decorrer do projeto, não sei quando, o prédio da Meac que amplia as UTIs neonatais e de risco, e as áreas de enfermaria e leitos de UTI do HUWC, estão dentro das necessidades mais urgentes. Isto está sendo discutido sim. Será anunciado quando houver um cronograma”, afirmou Cabeto. Conforme ele, é preciso que haja um resgate da situação das unidades de saúde que formarão o Distrito (são nove ao total). O médico destacou ainda não saber se o investimento a ser feito viria dos planos previstos para o Hospital Metropolitano.

Questionada sobre a possível mudança de planos do Governo do Estado em relação à construção do hospital, a empresa Marquise, componente do consórcio que venceu a licitação para construção e concessão administrativa, afirmou que não recebeu nenhuma notificação pelo Governo do Estado. “E segue aguardando a emissão da ordem de serviço”, frisava a nota enviada pela assessoria de comunicação.

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), também por nota, afirmou que o Governo avalia alternativas para a viabilidade da construção do equipamento. “Ao mesmo tempo, estão sendo tomadas medidas para a otimização do atendimento nos hospitais que já existem na Região Metropolitana de Fortaleza”, transcreveu.

Com informações do O Povo

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