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A pressão da população de Maracanaú e da oposição à gestão municipal surtiu efeito e a emergência do Hospital Municipal João Elísio de Holanda, que havia sido fechada e substituída pela UPA da Pajuçara, deve ser reaberta. A decisão foi tomada após reunião com o Ministério Público Estadual.

Ao ser anunciado o fechamento, antes mesmo de a Prefeitura encerrar a emergência do Hospital Municipal, o deputado estadual Julinho (PDT) ingressou com um pedido liminar na Justiça do Ceará para impedir a medida. O parlamentar deu entrada na ação popular no dia 10 de janeiro deste ano na 2ª Vara Cível de Maracanaú contra a ação do prefeito Firmo Camurça (PR).

O parlamentar também levou essa denúncia para a tribuna da Assembleia Legislativa e para a imprensa cearense, que deu ampla cobertura para o caso, aumentando o desgaste do prefeito Firmo Camurça diante da decisão negativa.

Na Câmara Municipal, os vereadores Júlio Cesar, Tales Saraiva e Silvana também se levantaram contra o fechamento da emergência criticando duramente a polêmica medida. Junto com Julinho, os dois vereadores atuaram para reverter a decisão, defendendo a reabertura da emergência por meio de pronunciamentos, requerimentos e solicitações de audiências públicas.

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Enquanto isso, os vereadores da base do prefeito trabalharam para inviabilizar a todo custo as ações da oposição. Os parlamentares governistas defenderam o quanto puderam a decisão de Firmo Camurça de retirar a emergência do hospital municipal, contrariando os anseios da população que necessita o sistema público de saúde.

A população foi para rua e realizou protestos. A greve dos médicos do hospital municipal agravou ainda mais a crise. A Associação dos Moradores do Conjunto Industrial (ASMOCI) também realizou audiência pública para debater os prejuízos do fechamento da emergência.

Como resultado dessa grande mobilização conjunta, a prefeitura cedeu e deverá reabrir a emergência do hospital adotando um sistema de classificação de risco para o atendimento dos pacientes.

Acessória parlamentar

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