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O Supremo Tribunal do Peru aprovou o pedido para os Estados Unidos a extraditarem Mariella Huerta, investigada pelo caso Odebrecht, por supostamente ter recebido propina para construtora brasileira ficar com a licitação da construção do trecho 2 da Linha 1 do Metrô de Lima.

A Segunda Câmara Penal Transitória do Supremo Tribunal declarou procedente pedir a extradição pelo Primeiro Tribunal de Investigação Preliminar, que emitiu, em fevereiro, um mandado de prisão preventiva por 18 meses contra a acusada e outro mandado de prisão internacional.

Mariella, que aparentemente está nos EUA, é acusada pelos crimes de suborno passivo próprio, lavagem de dinheiro e colusão contra o Estado, ao supostamente ter recebido as propinas quando integrava o comitê de licitação da obra.

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O tribunal considerou que o pedido de extradição cumpre com os requisitos estabelecidos no tratado assinado pelos dois países, entre eles que os crimes supostamente cometidos no Peru não prescreveram.

Os juízes ordenaram que o caderno de extradição fosse enviado ao Ministério da Justiça e aos Direitos Humanos para serem enviados ao Ministério das Relações Exteriores, que, por sua vez, deve enviá-lo às autoridades americanas.

No Peru, o caso Odebrecht se concentra em traçar o rastro dos US$ 29 milhões que a construtora admitiu na Justiça americana ter pago em propinas a funcionários para garantir milionárias obras entre 2005 e 2014.