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O Irã anunciou nesta segunda-feira (25) o fechamento das suas fronteiras terrestres e aéreas com o Curdistão iraquiano, em represália ao referendo de independência que está sendo realizado hoje na região autônoma, disse o porta-voz do Ministério de Exteriores iraniano, Bahram Qasemi, que chamou de "ilegal" a consulta de autodeterminação curda. A informação é da EFE.

"O Irã se opõe a qualquer movimento contrário à unidade nacional do Iraque", declarou o presidente iraniano, Hasan Rohani, após ter conversar por telefone com o premier iraquiano, Haidar al Abadi, e com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ontem à noite.

Ontem (24), a Turquia já havia anunciado o fechamento das suas fronteiras terrestres na região. Além disso, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, advertiu hoje que seu país pode bloquear as exportações de petróleo do Curdistão iraquiano para a Europa, como represália ao referendo de independência. "Temos a válvula. Se a fecharmos, este assunto acaba", disse Erdogan durante um discurso, em relação ao oleoduto pelo qual o Curdistão exporta petróleo para a Europa.

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Erdogan anunciou em discurso que o tráfego de veículos provenientes do Iraque para solo turco está fechado e que a fronteira será completamente fechada se necessário. "Esta semana anunciaremos os passos que daremos. Fecharemos a fronteira às entradas e saídas. Veremos depois por quais canais as autoridades regionais do norte do Iraque venderão o seu petróleo", destacou.

Erdogan disse também que a Turquia dará "todos os passos políticos, comerciais, econômicos e de segurança" para impor sanções ao Curdistão iraquiano.

"Neste momento, só se permite passagem para o Iraque", anunciou Erdogan, contradizendo algumas declarações anteriores do ministro de Alfândegas turco, Bülent Tüfenkci, que garantia que o trânsito estava liberado nos dois sentidos, embora com controle mais rígido dos veículos procedentes do território iraquiano.