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Três igrejas católicas foram atacadas na madrugada desta sexta-feira em Santiago, a poucos dias da chegada do papa Francisco ao Chile. O subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy, visitou duas das três igrejas atacadas nas comunas de Estação Central, Recoleta e Peñalolén.

A igreja de Recoleta, no norte de Santiago, sofreu um ataque com explosivo, segundo mostraram imagens de câmeras de segurança divulgadas por meios de comunicação locais.

Aleuy confirmou que “o governo apresentará uma ação nas próximas horas por infração à lei de armas, após ataque a outros dois templos”.

“Isso de ontem à noite é muito estranho, porque não é algo que alguém possa identificar, como um grupo específico, se chama ‘corpos livres’, ou uma coisa assim”, disse a presidente Michelle Bachelet, consultada pelos ataques em uma entrevista de rádio.

O primeiro dos ataques com artefato incendiário ocorreu na comuna de Estação Central e atingiu a paróquia Santa Isabel da Hungria, onde foi encontrado um panfleto com uma mensagem contra o pontífice: “Papa Francisco, as próximas bombas serão na sua batina”.

A igreja teve danos na fachada e nos vitrais.

O ataque seguinte atingiu a igreja Emmanuel, na Recoleta, que teve danos nas portas e janelas. Instantes depois foi registrado outro ataque, desta vez na paróquia Cristo Vencedor, na comuna de Peñalolén.

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Francisco chegará na noite de segunda-feira ao Chile para iniciar uma visita de três dias, nos quais celebrará missas em massa em Santiago e nas regiões de Temuco e Iquique.

América Latina

Em sua nova visita à América Latina, o papa Francisco ratificará seu compromisso com os povos indígenas, em visitas a áreas mapuches no sul do Chile e à Amazônia peruana. Em visitas a México, Equador, Bolívia, Paraguai e Colômbia, Francisco já pediu perdão a povos originários por abusos passados da Igreja Católica.

No Chile, o papa visitará a cidade de Temuco, capital da província de Araucânia, onde os mapuches reivindicam terras controladas por madereiras. Os mapuches lideraram uma férrea resistência contra colonizadores espanhóis no Chile nos séculos 16 e 17 e hoje vivem em 5% de suas terras originais.

Há 20 anos, grupos radicais passaram a reivindicar seus direitos, às vezes de maneira violenta. Os indígenas, que são vistos com ressalvas por parte da população, esperam que a visita papal os ajude a tornar sua causa mais visível.

Após passar por Santiago e Iquique, no norte do Chile, o papa se dirigirá ao Peru, onde se reunirá com indígenas vítimas do garimpo ilegal de ouro em Puerto Maldonado. O país tem uma das maiores populações originárias da América do Sul. Só na Amazônia vivem 350 mil pessoas distribuídas em 50 etnias.

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