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A diretora financeira da fabricante de tecnologia chinesa Huawei, Meng Wanzhou, foi presa em Vancouver, no Canadá, a pedido da Justiça norte-americana. Ela foi acusada de violar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã e corre o risco de ser extraditada e julgada nos EUA.

A Huawei é a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações, e a segunda maior fabricante de celulares smartphones do mundo, ultrapassando a Apple neste ano.

A notícia veio à tona na noite de quarta-feira (1), mas a prisão teria ocorrido no último sábado (5). De acordo com a imprensa canadense, o Departamento de Justiça do Canadá já teria recebido o pedido de extradição dos EUA. A primeira audiência foi marcada para amanhã (7).

A Huawei confirmou, através de um comunicado, a prisão da executiva, mas negou conhecer qualquer ato de violação das sanções americanas. "Não estamos cientes de nenhum comportamento ilegal cometido por Meng. A empresa acredita que os sistemas legais de Canadá e EUA irão chegar a uma conclusão justa", diz a nota. No mês de agosto, o presidente Donald Trump, alegando preocupações com segurança nacional, assinou uma lei que proíbe agências do governo de usar produtos e serviços da Huawei e da também chinesa ZTE.

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Atualmente, EUA e China protagonizam uma guerra comercial, que elevou a tensão entre os dois países. Desde que tomou posse, Trump acusa a China de levar vantagens no comércio e nas exportações. O republicano decidiu elevar as taxas de importações sobre vários produtos chineses, o que fez Pequim retaliar e também sobretaxar itens americanos.

No último final de semana, Trump se reuniu com Xi Jinping, às margens do G20 de Buenos Aires. Os líderes concordaram em uma trégua de 90 dias na guerra comercial, período no qual serão feitas negociações bilaterais para solucionar a crise. (ANSA)

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