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Os familiares de uma mulher que morreu com Covid-19 apresentaram esta sexta-feira uma queixa contra o diretor do Centro de Alertas e Emergências de Saúde de Espanha, Fernando Simón, pelo crime de homicídio negligente, de acordo com o La Vanguardia. Os familiares desta vítima responsabilizam Simón pela morte de pelo menos 27 mil pessoas devido ao coronavírus.

Argumentam que Fernando Simón "comunicou publicamente uma série de diretrizes errôneas e contraditórias". E solicitam às autoridades espanholas que lhe seja retirado o passaporte e a imposição da proibição de sair de território nacional como medidas cautelares.

A queixa tem por base a decisão do Supremo espanhol no caso 'Madrid Arena' para justificar o crime de homicídio negligente.

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Nesse caso, o Supremo revogou a decisão de absolvição proferida pelo Tribunal Provincial de Madrid relativamente a um vigilante que, "vendo um assistente ser esmagado, não fez manobras de reanimação, chegando posteriormente uma ambulância e tendo sido feita então a reanimação, morrendo o assistente à mesma".

A queixa realça que os fundamentos legais deste julgamento descrevem a doutrina de "aumento de risco" que, segundo os queixosos, pode ser aplicada à "conduta" de Simón.

O processo, ao qual se juntaram outras pessoas, refere que o diretor do Centro de Alertas e Emergências de Saúde espanhol levou a "população a acreditar que o impacto de Covid-19 no nosso país seria mínimo".

Fernando Simón tem falado diariamente aos espanhóis nas conferências de imprensa do Ministério da Saúde.

O coronavírus infectou 234.824 pessoas em Espanha desde o início da pandemia e já fez 28.628 vítimas mortais.