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A China anunciou hoje (23) que limitará o fornecimento de petróleo para a Coreia do Norte a partir do dia 1º de outubro, de acordo com as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU para pressionar Pyongyang que suspenda seus programas de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis. As informações são da Agência EFE.

Por meio de comunicado, o Ministério do Comércio chinês também anunciou a proibição geral das importações de têxteis norte-coreanos, uma das principais fontes de investimentos para o país liderado por Kim Jong-un.

A medida foi justificada para "aplicar a Resolução Nº 2375, do Conselho de Segurança das Nações Unidas", sobre a gestão de certos produtos que envolvem o comércio de importação e exportação com a Coreia do Norte.

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Embora a limitação do fornecimento de produtos de petróleo refinado só entre em vigor no dia 1º de outubro, as exportações de gás natural liquefeito e petróleo condensado ficam proibidas de maneira imediata.

O comunicado do ministério, no entanto, não especifica números para as atuais exportações de petróleo refinado à Coreia do Norte, nem a quantidade que será reduzida quando a medida for implementada.

Além disso, lembrou que uma parte do fornecimento de petróleo será mantida para garantir a sobrevivência do povo norte-coreano, mas seu uso para o programa de mísseis balísticos está proibido, de acordo com as sanções da ONU.

A República Popular da China é o grande parceiro comercial da Coreia do Norte e tradicionalmente seu principal apoio político, mas nos últimos meses aceitou a aprovação de duras sanções contra Pyongyang, por parte do Conselho de Segurança da ONU.