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Vereador Adail Junior (PDT) disse que os parlamentares estarão reunidos com Moroni Torgan para fazer encaminhamentos

Uma reunião entre vereadores e o vice-prefeito Moroni Torgan deve ser realizada nos próximos dias para tratar do Plano Municipal de Proteção Urbana, estratégia da administração municipal para a área da segurança. Foi o que adiantou o vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Adail Junior (PDT), em entrevista ao jornal O Estado.

“Já temos uma comissão para nos reunir com Moroni e fazermos os encaminhamentos. Agora, é só execução. Acredito que, até quinta-feira [19], nos reunirmos com Moroni”, frisou Adail, que lembrou que alguns vereadores estiveram reunidos com o secretário de Planejamento e Gestão do Município, Phillipe Nottingham, na semana passada, e o assunto fez parte da discussão.

Adail lembrou que, antes do recesso do meio do ano, a Câmara aprovou a criação do Conselho Municipal de Proteção Urbana, que tem como função “propor, monitorar e avaliar a implementação de ações, programas e projetos de segurança e proteção urbana” em Fortaleza.

Demora
Já o vereador Eron Moreira (PP) entende que o projeto esteja em sua fase final para execução e envolverá toda sociedade. Eron minimizou a demora de lançamento do projeto de segurança. O parlamentar argumentou que, além do projeto voltado para segurança, a administração municipal tem apresentado outras iniciativas, “dando condições para construção de uma Fortaleza humanizada”.

“Na verdade, ela passa pela violência social que vivemos em todo país, associada à crise financeira e, acima de tudo, a questão da droga. Infelizmente, Fortaleza está como a primeira capital no país em índice de violência entre crianças e adolescentes. Estamos vendo jovens menos envolvidos no mundo da drogas e sendo assassinados. então, o que aguardamos a política que deve trazer coisas novas”, salientou ele ao falar do problema da insegurança no município.

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Sem eficiência
O vereador Soldado Noélio (PR) diz que aguarda ser convidado para a discussão, até porque, segundo ele, seu mandato possui atuação na área da segurança pública e deseja contribuir com sugestões. Por outro lado, ele faz críticas ao atual formato defendido pela gestão municipal. Na avaliação do parlamentar, a proposta é “uma cópia do que foi apresentado no Estado do Rio de Janeiro” e não é eficaz para conter a violência.

“Temos vistos a guerra nas UPPS. Consideramos um modelo ultrapassado, até porque lá, mesmo com policiais armados, não deu certo. Imagine aqui, onde a guarda não anda armada”, disse, acrescentando que “recentemente guardas municipais foram assaltados no Cuca do Mondubim”.

Proposta
Pela proposta de Moroni Torgan, serão criadas “células de proteção comunitária”, ferramenta com a qual a Prefeitura espera intervir nas regiões mais críticas. As torres de vigilância serão construídas e terão dois guardas municipais, que contarão com imagens de uma série de câmeras. Essas torres servirão como uma base de apoio para equipes compostas por 30 guardas municipais e dez policiais militares, que atuarão durante 24 horas diárias. A intenção, segundo Moroni, é não atuar apenas na repressão. De acordo com o vice-prefeito, o foco será na prevenção.

Prazo
Sempre que questionado sobre prazos, Moroni evitar dar datas. Mas, em entrevista, no primeiro semestre deste ano, ao jornal O Estado, o vice-prefeito havia informado que as primeiras células seriam instaladas em agosto, no Jangurussu e na Barra do Ceará. Ainda segundo Moroni, a expectativa é instalar 30 unidades até o fim de 2018 e as áreas serão escolhidas conforme o índice de criminalidade.

Com informações do OE