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diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Leonardo Barreto, afirmou nesta sexta-feira (13) que a principal linha de investigação no caso da morte da universitária Cecília Rachel Gonçalves Moura, 23, é de que a jovem tenha sido vítima de latrocício (roubo seguido de morte). A jovem foi assassinada nesta quinta-feira (12), em Fortaleza.

 

Estagiária do Ministério Público Estadual, Cecília seguia de carro para o trabalho quando foi baleada com um tiro na nuca no cruzamento das ruas Onofre Sampaio e Pedro Paulo por volta das 8h30 desta quinta-feira (12). A garota perdeu o controle do veículo e bateu em um muro. Ela foi levada para o hospital Dr. José Frota, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e teve morte confirmada às 18h50.

O delegado afirmou que tomou conhecimento do fato de Cecília ser irmã de policial e não descarta nenhuma hipótese, inclusive a de que o crime esteja relacionado a isso. Nas redes sociais, há diversas mensagens dizendo que o irmão da jovem, policial, atuava contra traficantes.

“A probabilidade maior é de latrocínio, por tudo que já foi levantado até aqui. Agora, temos 10 dias para concluir o inquérito e vamos investigar todas as hipóteses. Nada está descartado. Vamos analisar todas as possibilidades para, ao chegar no fim da investigação, poder descartar todas as possibilidades e confirmar a motivação”, comentou o delegado.

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Barreto contou ainda que um dos suspeitos assumiu que estava no veículo e atirou na jovem. “Ele afirmou que atirou para subtrair o veículo. Segundo a versão de um deles, o carro foi escolhido pelo fato de o vidro estar aberto e eles perceberem que seria uma mulher”.

Dois presos

Dois homens foram presos por policiais da DHPP e do 13º Distrito Policial durante uma operação na comunidade Vila Cazumba, no Bairo Tancredo Neves. Eles já tinham passagens na polícia por tráfico de drogas e por crime de trânsito. Um terceiro suspeito está foragido.

A polícia também apreendeu o veículo utilizado pelos criminosos. O delegado Hélio Marques, titular do 13º DP, comentou que o carro era clonado e usado pelos suspeitos para cometer assaltos.

Após a prisão, os homens foram levados para a Divisão de Homicídios, onde seguem detidos. Eles foram autuados por latrocínio, adulteração de veículo, arganização criminosa. A arma usada no crime não foi localizada.