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O deputado federal e pré-candidato a prefeito de Fortaleza, Capitão Wagner (Pros), afirmou que os tiros que acertaram o senador licenciado Cid Gomes (PDT), em Sobral, no Ceará, foram “uma legítima defesa” por parte de quem os disparou. Wagner foi ao Palácio da Abolição acompanhado de outros deputados de outros estados. A expectativa era encontrar Camilo Santana (PT) e mediar os interesses da categoria. O governador não recebeu o grupo.

“A atitude do senador Cid Gomes em Sobral é lamentável. A gente lamenta pelo estado de saúde dele, espero que se recupere, mas ficou muito claro que o que aconteceu foi uma legítima defesa. Ele ia passar com trator por cima de várias pessoas e houve uma reação legítima para evitar tragédia maior”, afirma o deputado. Wagner se disse feliz com o estado de saúde do senador, estável de acordo com boletim médico recentemente divulgado.

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Estavam com Wagner o secretário nacional de Proteção Global, Sérgio Queiroz, o diretor de Proteção e Defesa de Direitos Humanos, Herbert Barros, ambos vinculados ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e os deputados federais Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM) e Major Fabiana (PSL-RJ).

Após o encontro que não ocorreu no Abolição, Wagner foi ao 18º Batalhão de Polícia Militar (18º-BPM). A agentes manifestantes que se concentram ali, determinados a não retomar rotina de trabalho, o deputado disse que registrará Boletim de Ocorrência (B.O.) contra Cid Gomes por tentativa de homicídio.

A bordo de uma retroescavadeira em frente a um quartel de Polícia, o ex-governador avançou sobre agentes, a maioria com balaclavas. Pelo menos dois disparos atingiram o político. O boletim médico divulgado nesta noite fala que ele foi “vítima de ferimento por arma de fogo em região torácica”, mas não cita a quantidade de disparos nem as regiões do corpo atingidas.