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Um dos suspeitos de participação na chacina no Benfica foi preso, no bairro Meireles, na madrugada deste domingo (11). O governador do Estado, Camilo Santana (PT), esteve na delegacia. A prisão foi realizada pelas equipes da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Polícia Civil do Ceará (PCCE)

A equipe da TV Jangadeiro esteve no condomínio em foi efetuada a prisão e confirmou com o porteiro o local onde o suspeito estaria. Além disso, segundo a vizinhança, o homem detido namoraria uma moradora do prédio. A reportagem também apurou que uma casa disponível para alugar foi vasculhada com objetivo de encontrar uma arma, que teria sido abandonada no local pelo suspeito. Porém, nada foi achado.

Segundo nota da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a equipe da DHPP chegou à localização de um veículo Fiat Punto, identificado em imagens de câmeras localizadas próxima à sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF).

As investigações levaram a um carro que estava na garagem de um prédio em um dos bairros de classe alta da Capital. Os policiais realizaram uma busca no apartamento ao qual a garagem é vinculada, onde encontraram dois revólveres calibre 38, uma pistola .40, munições e carregadores.

O suspeito, que estava no imóvel, tentou fugir, mas foi contido pelos policiais, de acordo com a Secretaria. Ele já responde pelos crimes de roubo e receptação. O homem foi conduzido à delegacia, onde foi autuado por homicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, resistência, receptação e nas Lei das Organizações Criminosas.

Dentro do automóvel, foram encontrados cartuchos de bala. O material recolhido foi encaminhado para a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), onde será comparado com o que já havia sido coletado nos locais dos crimes.

A DHPP segue com as investigações para localizar os outros suspeitos. O governador Camilo Santana acompanhou as investigações sobre a chacina no começo da manhã, acompanhado do secretário da SSPDS, André Costa.

Chacina no Benfica

Sete pessoas foram mortas na noite de sexta-feira (09), no bairro Benfica, em Fortaleza. As vítimas foram assassinadas em três locais distintos. Os crimes ocorreram por volta das 23h30min.

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De acordo com a SSPDS, suspeitos em um carro, modelo Honda Civic, dispararam contra pessoas que estavam na Praça da Gentilândia, tradicional reduto cultural da Capital. Minutos depois, na Vila Demétrio, nas proximidades da sede da TUF, suspeitos em outro veículo atiraram em um grupo de jovens que bebia no local.

Na fuga, na Rua Joaquim Magalhães, os criminosos atiraram contra duas pessoas que usavam uniforme de torcida organizada e estavam retornando de um estabelecimento comercial onde teriam comprado bebida alcoólica.

Vítimas da chacina

As vítimas na Praça da Gentilândia foram identificadas como José Gilmar Furtado de Oliveira Júnior (33), com passagens na Polícia por roubo e posse de drogas; Antônio Igor Moreira e Silva (26), com passagem por posse de droga: e Joaquim Vieira de Lucena Neto (21), sem antecedentes.

Na Vila Demétrio, foi morto Carlos Victor Meneses Barros (23), sem antecedentes. Na Rua Joaquim Magalhães, a vítima foi Pedro Braga Barroso Neto (22), com duas passagens por roubo e uma por associação criminosa.

Quatro vítimas baleadas nas ocorrências foram levadas para o Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza. Duas pessoas não resistiram aos ferimentos e morrerem na unidade hospitalar. As vítimas foram identificadas como Emilson Bandeira de Melo Júnior (27) e Adenilton da Silva Ferreira (24), ambos sem antecedentes criminais. Outras duas vítimas seguem em atendimento no hospital.

Outros casos

Nos três primeiros meses de 2018, no Ceará, 35 pessoas foram mortas em quatro chacinas. O segundo caso, com o maior número de vítimas, foi em Cajazeiras, em na capital cearense. Catorze pessoas foram mortas na casa de shows, conhecida como “Forró do Gago”, na Rua Madre Tereza de Calcutá, na Comunidade Barreirão.

O crime ganhou ampla repercussão e na época, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, chegou a dizer que não havia motivo para pânico.

Ainda em janeiro, um conflito entre facções criminosas terminou em chacina na cadeia pública do município de Itapajé, a 130 km de Fortaleza. De acordo com a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus), foram 10 mortos e seis feridos.

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