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Marcelo Medeiros informou que existe uma seleção rigorosa de quatro fases para definir quem serão os candidatos em 2018. Foto: reprodução

O Partido Novo, sigla criada em 2015 e que participa da sua primeira disputa majoritária no ano que vem, traz no seu estatuto uma inovação: a escolha de pré-candidatos através do processo seletivo.

Foi o que explicou Marcelo Medeiro, filiado da legenda no Ceará, em entrevista ao jornal O Estado.

Segundo ele, a “iniciativa inovadora” tem como objetivo selecionar “pessoas comprometidas com os valores e ideais da sigla e dispostas a trabalhar por um Brasil melhor, onde haja menos impostos e melhores serviços à população”.

Seleção
De acordo com Marcelo Medeiros, existe uma seleção rigorosa de quatro fases para definir quem serão os candidatos da legenda.

“Tem prova e tudo. À nível Brasil, iniciamos com 450 e, agora, temos 163 candidatos. O processo começar com a apresentação de currículo e apresentação do candidato em vídeo. A partir daí, você é aprovado ou não. Depois, tem a fase de angariar pessoas e trabalhar pelo partido. Como não dependemos de dinheiro público, temos de correr atrás de financiamento. Agora, na quarta fase, estamos buscando a participação das mulheres na política”, frisou ele, acrescentando discordar da legislação que determina o espaço das candidatas por meio de cota que deve ser obrigatoriamente preenchida pelos partidos.

Caciques
Além disso, Marcelo explicou que as pessoas que desejam disputar o pleito eleitoral, caso ocupem cargos na direção partidária, precisam se afastar das funções um ano antes da eleição. “Aqui no no nosso partido, para participar de campanha eleitoral não pode estar na composição da diretoria um ano antes. Assim, você evita que se tenham caciques. Algo normal na política brasileira”, explicou ele.

Formação
Medeiros disse ainda que o Novo acredita “em ideias e não em ideologias”. E salientou que, até o final deste ano, o processo de criação do diretório na capital cearense estará concluído. O partido tem como bandeira o liberalismo econômico, com redução de impostos, fim do fundo partidário e financiamento privado de campanha.

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Noca visão
Marcelo explicou que a sigla defende uma nova visão da política, que poderia até ser o parlamentarismo. Entretanto, ponderou que o problema do presidencialismo se dá em virtude da “Constituição [Federal] ser muito permissiva”. Isto porque, segundo ele, “foram muitos direitos e poucos deveres”, até porque foi criada posterior a um regime militar. Ele também defendeu mudança no financiamento de campanha e criticou a criação do fundo eleitoral, aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional, para garantir o financiamento das campanhas políticas com dinheiro público.

Disputa no Ceará
Sobre a eleição de 2018, Marcelo revelou a expectativa da legenda para a disputa no próximo ano. “Participamos das eleições de 2016 e já conseguimos eleger 4 vereadores. Queremos aumentar esses números e representatividade em 2018”, lembrou ele. Marcelo frisou que, no ano que vem, o partido espera eleger, no mínimo, 35 deputados federais.

No Ceará, ainda não há expectativa, uma vez que a legenda conversa para definir se disputará a chefia do Palácio Abolição. Segundo ele, o Novo disputará vagas na Assembleia Legislativa mineira, na Câmara e no Senado, dentre outros estados. A legenda planeja também lançar candidato à Presidência da República.

Diferente
O Novo apresenta conceitos como “diferenciais” da política. Entre as apostas estão:

  • O “livre mercado” – onde as trocas são feitas de maneira espontânea – os serviços são melhores do que aqueles ofertados pelo Estado, dados os mesmos custos.
  • As mudanças e reformas que têm o indivíduo, através da sua atuação e do voto consciente, como principal responsável.
  • Filiados e candidatos devem preencher os requisitos da lei Ficha Limpa.
  • O partido é mantido por seus filiados e doadores, não pelos pagadores de impostos.
  • É vetado ao filiado eleito para cargo no Poder Legislativo que se candidate a mais de uma reeleição consecutiva para o mesmo cargo.
  • A gestão partidária não pode ser feita por candidato ou por ocupante de cargo eletivo.
  • A contribuição partidária mínima é igual para filiados e candidatos eleitos.

Com informações do OE