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Homens encapuzados ocupam ao menos dez batalhões da PM no Ceará nesta sexta-feira (21), de um total de 43 unidades existentes (23%) no estado. Policiais militares que reivindicam aumento salarial acima do proposto pelo governador Camilo Santana realizam desde terça-feira (18) atos que a Secretaria da Segurança considera “motim” e vandalismo”.

Na noite desta quinta-feira (20), policiais se recusaram a encerrar motim após reunião entre líderes e o Governo do Estado.

O Ceará registrou 51 assassinatos em 48 horas – mais de 1 por hora – em meio ao movimento de parte da categoria por aumento salarial. Até terça-feira (18), quando teve início o motim, a média de homicídios no estado em 2020 era de 6 por dia. As 51 mortes ocorreram entre as 6h de quarta e as 6h desta sexta-feira.

Encapuzados invadiram os quartéis na madrugada de quarta-feira (19), retiraram veículos da polícia e esvaziaram pneus. Os carros ficam parados nas ruas em frente aos quartéis para evitar acesso à sede.

Batalhões ocupados por amotinados no Ceará:

Fortaleza e Região Metropolitana:

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  • 12° Batalhão, em Caucaia
  • 14° Batalhão, Maracanaú
  • 16° Batalhão, Fortaleza
  • 17° Batalhão, Fortaleza
  • 18° Batalhão, Fortaleza
  • 22° Batalhão, Fortaleza

Interior:

  • Batalhão do Raio, Sobral
  • 10º Batalhão, Iguatu
  • 2º Batalhão, Juazeiro do Norte
  • 4º Batalhão, Canindé

Em um momento crítico da crise, o senador licenciado Cid Gomes foi baleado por homens encapuzados quando tentou entrar no batalhão da polícia em Sobral. Ele recebe atendimento médico e não corre risco de morrer, segundo familiares. Um vereador Sargento Ailton, suspeito de liderar o motim, foi expulso do partido.

Quatro policiais foram presos e mais de 300 são investigados por vandalismo e desobediência, conforme o secretário da Segurança Pública, André Costa.

Com a crise na segurança pública, o Ceará conta com reforço de tropas da Força Nacional e Exército fazem a patrulha nas ruas, cumprindo aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO). A GLO é utilizada quando as forças policiais regulares perdem o controle da situação.

A informação é do site G1 Ceará