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Além de montadoras, outras empresas integrantes da cadeia automotiva também viriam ao Estado


No rol de empresas do setor automotivo prospectadas para o Ceará, o governo estadual tem avançado no diálogo com duas grandes marcas internacionais: a General Motors (GM), fabricante de veículos Chevrolet, e a PSA Peugeot-Citroën.

Em maio, a GM e a PSA Peugeot Citroën divulgaram o desejo de instalar fábrica no País FOTO: AGÊNCIA REUTERS

De acordo com informações repassadas ao Jornal por uma fonte que vem acompanhando o processo de negociação, em um primeiro momento, as duas montadoras se instalariam com mais outras de 16 empresas integrantes da cadeia de produção diretamente relacionada à indústria automotiva. “Está indo bem (a negociação entre Estado e montadoras). Trata-se da GM e a Peugeot, juntas. Também existem 16 companhias do segmento metalmecânico inseridas nos diálogos para virem”, disse.

Fábrica conjunta


Em maio deste ano, foi divulgado nacionalmente que a GM e a PSA Peugeot Citröen estavam interessadas no projeto de uma fábrica conjunta no Brasil. A localização seria definida até o último dia daquele mês. Rio de Janeiro e Minas Gerais estariam disputando o empreendimento. Contudo, nada foi repassado para a imprensa. Por outro lado, há um interesse real e, mais do que isso, conversações bem avançadas do Ceará para se tornar a provável unidade federativa a receber ambas as fábricas de automóveis.

Parceria

No início deste ano, GM e PSA Peugeot-Citroën anunciaram uma aliança global entre as empresas, com o intuito reduzir US$ 2 bilhões por ano em custos.

Na opinião da fonte ouvida pela reportagem, o maior entrave para ambas “baterem o martelo” com o Estado é a ausência do regime automotivo para a região. A existência desse mecanismo é vista como essencial para atrair qualquer tipo de companhia automobilística, pois prevê incentivos exclusivos para quem vier se instalar no Nordeste. Um dos benefícios mais cobiçados seria a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

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Diário do Nordeste já alertou que o maior entrave para ambas “baterem o martelo” com o Estado é a ausência do regime automotivo para a região

Regime automotivo

A implantação de um regime automotivo depende de iniciativa do governo federal. Em abril último, o Ministério Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciou as regras para o novo regime, que valerão entre 2013 e 2017, com o objetivo de contemplar o Nordeste com esse tipo de legislação específica para o setor automotivo. Há algum tempo, o governo estadual vem tentando deixar claro que o que está a alcance dele (Ceará) já está sendo feito. É o caso, inclusive, dos navios de cabotagem do tipo roll-on-roll-off para transportar os veículos pelo litoral brasileiro. O próprio governador Cid Gomes, há menos de 10 dias confirmou que as aquisições de três embarcações dessas fariam parte da estratégia para receber as montadoras.

Outras opções em jogo


Além da possível vinda em conjunto da GM e PSA Peugeot-Citroën,  também há interesse do Ceará em atrair montadoras asiáticas. Na ocasião, a informação foi confirmada pela Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece). Estariam sendo contactadas duas marcas chinesas e um empresa da Coreia do Sul.

Demissões

Ontem, a GM anunciou o seu segundo programa de demissão voluntária para funcionários em menos de um mês.

O período para adesão termina no dia 2 de julho, para todos os trabalhadores do setor de produção da unidade de São Caetano (SP). O primeiro programa foi encerrado no último dia 15 de junho, com 186 adesões.

Fonte: Diário do Nordeste