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A oposição ao prefeito Naumi Amorim (PMB) na Câmara Municipal de Caucaia acusa a gestão municipal de favorecer as empresas Braslimp e EcoService em uma possível negociação informal para a contratação de novas prestadoras de serviço de coleta de lixo sem licitação.

A acusação surgiu após a Prefeitura emitir alertas à empresa EcoCaucaia, do grupo Marquise, sobre a qualidade do serviço prestado ao município, considerado ruim. Os avisos sugeriam rompimento do contrato, que se encerra em maio, e solicitação de pesquisa de preços de concorrentes.

Ontem, da tribuna da Câmara, o vereador Mickauê (PR) acusou Naumi de favorecer as duas empresas na suposta substituição da contratada. “O que mais chamou a nossa atenção foi que, enquanto a Prefeitura estava fazendo a pesquisa de preço, essas empresas já estavam recrutando funcionários como se estivessem certos da contratação”, disse. Segundo ele, a EcoService tem CNPJ do município de Tauá, terra de aliados do prefeito.

Desde o início da nova legislatura, a Câmara de Caucaia pede à Prefeitura para dar explicações sobre a polêmica. Na semana passada, a vereadora Emília Pessoa (PSDB), irmã do candidato derrotado à Prefeitura no ano passado, Eduardo Pessoa (PSDB), também acusou o município de “favorecer” companhias que seriam contratadas para a coleta de lixo na cidade.

Com dois contratos com a Prefeitura ainda firmados na gestão anterior, a Marquise afirmou, por meio do diretor da área ambiental da empresa, Hugo Nery, que há interesse da Prefeitura de romper tanto a Parceria Público Privada (PPP), com vigência de 30 anos, como a coleta de lixo domiciliar.

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Prefeitura

A Prefeitura negou que já tenha contratado outras empresas para a realização do serviço de coleta de lixo na cidade sem licitação, embora tenha condições de fazer por estar em situação de emergência.

A pesquisa de preços foi realizada, de acordo com a assessoria da gestão, como forma de antecipar o processo de contratação que será feito após certame licitatório.

A Prefeitura, no entanto, não diz se encerrará o contrato com a Marquise, firmado ainda na gestão passada.

“A Prefeitura de Caucaia informa que elaborou projeto no sentido de tornar a gestão do lixo mais eficiente no município e, com isso, irá realizar processo licitatório para contratação de mais empresas, o que não significa rompimento de contrato com empresa vigente”, diz a nota.

Ao procurar as empresas mencionadas e o ex-prefeito de Caucaia Washington Góis (PRB) para comentar o assunto, mas os contatos não foram possíveis.

Não é a primeira vez que a empresa Braslimp está envolvida em polêmicas. No ano passado, foi acusada pelo deputado Heitor Férrer (PSB) de cobrar preço acima do mercado para coletar lixo hospitalar no Instituto José Frota (IJF).

A mesma empresa chegou a doar R$ 100 mil para a campanha do prefeito Roberto Cláudio (PDT) à reeleição, mas recuou e pediu o dinheiro de volta após o assunto ser veiculado na imprensa. A Braslimp firmou pelo menos 14 contratos com a Prefeitura de Fortaleza no valor de R$ 544 mil em 2016.

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