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O presidente Michel Temer chamou nesta sexta-feira (12) ao Palácio do Planalto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. As informações são do blog de Andréia Sadi, do portal de notícias G1.

A conversa foi a primeira realizada pessoalmente entre os dois após a agência Standard & Poors rebaixar a nota brasileira nesta semana.

O presidente não gostou da declaração de Meirelles responsabilizando o Congresso pela não aprovação de medidas de ajuste pelo Congresso. Rodrigo Maia criticou a declaração do ministro e falou com Temer sobre o assunto.

Na avaliação de Temer e Maia, Meirelles “errou o tom” das críticas porque sabia que o Congresso não votou as medidas do ajuste fiscal do governo em razão de estar às voltas com as duas denúncias contra o presidente.

Meirelles lamentou que o Congresso não tenha aprovado as medidas de ajuste fiscal que o governo encaminhou, motivo pelo qual a nota do Brasil foi rebaixada de BB para BB- pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

Além da reforma da Previdência, Meirelles mencionou entre as medidas ainda não aprovadas, a reoneração da folha de pagamento de empresas, a taxação dos fundos exclusivos, o adiamento do aumento dos servidores públicos (suspenso por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal) e o aumento de 10% para 14% da contribuição previdenciária dos servidores públicos.

Mercado

Meirelles disse nesta sexta-feira (12) que a alteração do risco soberano do Brasil feito pela agência Standard & Poor’s (S&P) de BB para BB- não afetou o comportamento do mercado cambial, dos juros e da bolsa de valores.

“A ênfase é a reação da economia, os indicadores de mercado que reagem mais rapidamente às avaliações das agências. O mercado cambial e os juros caíram um pouquinho e a bolsa permaneceu estável. Isso significa que o que a agência disse já estava no preço”, comentou o ministro.

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Segundo ele, o mais relevante é a melhora da perspectiva da agência de negativa para estável. “O up grade e o downgrade é pontual. Não é um evento político”, apontou o ministro.

Ele acrescentou que essa perspectiva da agência de risco se baseia na previsão de estabilidade futura, com a continuação do crescimento, a inflação sob controle e a aprovação de reforma da Previdência e de outros projetos de ajuste fiscal pelo Congresso Nacional, como a tributação dos fundos de investimentos exclusivos e a reoneração da folha de pagamentos.

“O Congresso Nacional tem aprovado reformas fundamentais, como teto de gastos, a reforma trabalhista, a Lei das Estatais e a TLP (Taxa de Longo Prazo)”, destacou o ministro. Ele ainda citou que o adiamento do reajuste dos servidores está sendo equacionado no Judiciário.

O ministro afirmou estar confiante e seguro de que outras medidas serão aprovadas pelas casas legislativas, incluindo a agenda de reformas microeconômicas para aumentar a produtividade – como o aperfeiçoamento do cadastro positivo – e melhorias das condições de crédito.

Além do histórico de aprovação de medidas propostas pelo Executivo no Congresso, ele destacou que seu otimismo se deve à atual trajetória de recuperação da economia, com previsão de crescimento econômico nesse ano, e a geração de mais de 1 milhão de empregos em 2017.

“Temos confiança de que os projetos serão aprovados em sua grande maioria. Vamos chegar ao final de 2018 com crescimento de 3%, aumentando o emprego e em condições fiscais e de produtividade capazes de assegurar o equilíbrio fiscal de curto e longo prazos”. Para Meirelles, a melhoria do rating é uma questão de tempo.

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