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O deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência da República, aproveitou entrevista à RedeTV transmitida pelo Facebook para criticar a falta de investimentos e a gestão das Forças Armadas, que, segundo ele, estão sendo sucateadas desde o governo de João Figueiredo, último presidente do regime militar. “O PT e o PSDB sempre ignoraram as Forças Armadas. Colocaram energúmenos para comandar as Forças Armadas. Vamos colocar um [general] quatro-estrelas para comandar”, afirmou o deputado, antecipando seu plano caso seja eleito em outubro, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro criticou também a política de desarmamento, por tirar do “cidadão de bem” o direito à resistência, disse que é preciso evitar progressões de pena, já que não existe prisão perpetua no Brasil, e defendeu o direito à defesa em operações policiais. “Não quero dar carta branca para policial matar, quero dar carta branca para policial não morrer”, frisou.

O pré-candidato na corrida pelo Palácio do Planalto adiantou também na entrevista o plano de construir um colégio militar na área do Campo de Marte na zona norte da capital paulista para formar milhares de garotos em ensino fundamental.

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Aviação

O deputado comentou também a associação entre a brasileira Embraer e a americana Boeing. Segundo ele, a possível fusão é “bem-vinda” se beneficiar os dois lados. “Se a Boeing fizer um acordo que seja bom para eles e para nós, acho que [o negócio] é bem-vindo. Não podemos nos isolar do mundo. Se você pode fazer uma parceira onde todos vão ganhar, a associação é muito bem-vinda”, comentou o parlamentar.

Auxílio

Bolsonaro também voltou a criticar o jornal Folha de S.Paulo e a defender o recebimento de auxílio-moradia da Câmara dos Deputados, mesmo tendo imóvel próprio em Brasília. Ele disse que pretende vendê-lo e pedir apartamento funcional. Questionado se usou o dinheiro do benefício para comprar seu apartamento, ele respondeu: “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava pra comer gente”.

Bolsonaro disse ter cometido um deslize em 1999 quando afirmou, em entrevista, que sonegava impostos, recomendação que transmitia na época a toda a população. Ele nega ainda irregularidades na construção de seu patrimônio.

O jornal Folha de S.Paulo publicou no último domingo (7) que o presidenciável e seus três filhos parlamentares multiplicaram o patrimônio na política, reunindo atualmente 13 imóveis em áreas valorizadas do Rio de Janeiro e de Brasília, com preço de mercado de cerca de R$ 15 milhões.

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